Sociedade 5.0 e o admirável mundo novo do pós-pandemia

O novo normal. Uma expressão que se popularizou depois da pandemia de Covid-19, mas que não explica bem o que deve mudar e o que substituirá. Para Rosa Alegria, futurista e CEO do Projeto Millennium Brasil, não existe novo normal que parta do mundo que vivíamos até o início de 2020, antes da pandemia.

“O mundo que vivíamos antes era da economia disfuncional, da extrema desigualdade. Isso não é o normal. O que devemos considerar nesse pós-pandemia é uma oportunidade histórica de participar ativamente do momento mais importante da história da civilização, que tem 12 mil anos”, diz a futurista.

Ela concorda que o momento é de desconforto exatamente pela incapacidade que a humanidade tem de enxergar com clareza o que vem adiante. “Estamos caminhando a um mundo novo e já abandonamos o mundo anterior, que não funciona. A questão é que o mundo novo ainda não está estabelecido. Estamos no que pode ser chamado de dobradiça histórica ou uma macrotransição. O mundo que está diante de nós, termos que criar”, completa.

Rosa participou do painel “Sociedade 5.0: Futurismo & Darwinismo Digital”, do IX Conference 2020, painel mediado por Marco Ornellas, CEO da 157Next.academy.

Outra participação ilustre no painel foi de Gabriel Lopes, CEO da Empathy Company. O executivo afirma que vivemos um momento de excesso de energia, gerada pelo esforço humano em romper as barreiras desse mundo que está se esvaindo em direção ao futuro.

Para entrar nesse novo mundo, ele destaca a necessidade de entender a tecnologia para que a humanidade não coloque sobre ela a culpa que os próprios humano carregam. “É preciso pensar que o algoritmo mostra aquilo que somos. A tecnologia mostra defeitos do ser humano e não da tecnologia. Se existe viés na tecnologia, é preciso reconhecê-lo e corrigi-lo”, destaca.

Para Carlos Piazza, futurista e darwinista digital, os seres humanos dão muita importância para o que viveram no passado, o que traz dificuldades para que se adaptem a um futuro que é cada vez mais distante daquele mundo com o qual ele está acostumado. “As pessoas têm medo de olhar para frente, o que a gente vê já não é muito bom sem que os algoritmos interfiram. Agora, com os algoritmos vivemos aprisionados em uma bolha e cada vez mais estamos idealizando um tipo de felicidade pautada no hiperconsumo e controlada pela sociedade da vigilância. Precisamos pensar como colocar as máquinas para nos ajudar a alcançar o nosso projeto de felicidade, e não trabalharmos para o que as máquinas nos mostram como a felicidade ideal”, alerta.

Raúl Javales, maker da TNVG, conclui ao dizer que os seres humanos precisam entender e aceitar a mudança para que possam enfrentar o novo mundo com consciência dos desafios. “É preciso aterrissar e reconhecer que o mundo está mudando. Não tem mais a questão de ser desconectado, é preciso aceitar essa realidade e ver como navegar bem para não cair na armadilha da ansiedade e ver o futuro como um lugar catastrófico”, aponta.

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