Negócio de impacto: a sua empresa faz a diferença?

“É possível mudar o mundo sem abraçar árvores ou doar parte do seu imposto de renda para entidades filantrópicas se o olhar capitalista for fundido com uma visão transformadora”. A afirmação de Arthur Rufino, CEO da JR Diesel, empresa que transformou o setor de reciclagem de peças automotivas, e líder do Grupo de Estudos do Instituto Startups, demonstra bem a visão do que é um empreendedor social que administra um negócio de impacto socioambiental. O tema, que será um dos destaques do Congresso O2O Innovation Xperience, atrai cada vez mais empresários interessados na rentabilidade de suas organizações sem deixar de lado valores sociais e ambientais.

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Henrique Ruiz

Quem trilha esse caminho garante que é uma rota desafiadora, mas cheia de oportunidades. “Há muito o que fazer. Para qualquer lado que se olhe com um pouco de criatividade e muito esforço há um projeto que pode ser implementado. E que mudaria completamente a vida de algumas pessoas”, opina Henrique Ruiz, coordenador do Projeto Cataki, que conecta catadores de lixo e empresas com descarte para facilitar a reciclagem de materiais, a inclusão desses trabalhadores e fomentar a economia circular.

O fato é que em um País cuja cultura foi formatada para esperar ações do governo para prosperar, um negócio de impacto pode fazer grande diferença, resolvendo problemas da sociedade de forma simples e inovadora, gerando valor e oportunidade para todos os que estão no seu entorno. “E nada melhor que um país repleto de desafios, como o nosso, para servir de celeiro para esse tipo de empreendimento”, diz Rufino.

Mas há investimento?

Uma dúvida recorrente de quem busca empreender nesse mercado é se os investidores se interessam mais ou ficam assustados por negócios com esse viés. Ruiz, por exemplo, acredita que há mais interesse em empresas dessa linha do que em qualquer outro modelo. “Lucro por lucro não faz mais sentido”, justifica. E complementa: “Você só terá bons colaboradores – que determinarão se o negócio terá sucesso ou não – se a empresa tiver um propósito socioambiental”.

 

Rufino acha que o maior desafio para os investidores não está no risco, mas na identificação das oportunidades e no tamanho desses negócios, que tendem a ser menores e locais, e fogem mais do padrão comum de investimento. No entanto, segundo ele, a saída está na integração com negócios especializados em empreendedorismo de impacto, como o EmpreendeAí, para configurar, avaliar, filtrar e apresentar esses negócios.

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Arthur Rufino

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Afinal, dá para ser lucrativo?

Sim. “Quando inovação e estratégia são aplicadas a desafios socioambientais, com um olhar forte para a lucratividade, geram negócios rentáveis e com retornos tão positivos quanto com os demais tipos de empresas, uma vez que não há competitividade estruturada nessas áreas pouco exploradas”, aponta Rufino. Já Ruiz, acha que isso não é apenas possível, como é o mais provável, já que quando há mais paixão envolvida em um projeto, o retorno vem de maneira mais rápida, e é isso que move tudo.

“O negócio de impacto é aquele que gera valor monetário, social e ambiental simultaneamente, sem permitir que uma dessas características seja priorizada a ponto de anular, mesmo temporariamente, qualquer uma das outras. O empreendedor social é o responsável pela instalação desse propósito na estratégia e na operação da empresa, no seu dia a dia, garantindo que o socioambiental seja a propulsão do monetário”, resume Rufino.

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