Marketplaces: a revolução das plataformas e a nova onda de serviços financeiros

Uma pesquisa feita recentemente pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) diz que 24% dos consumidores brasileiros utilizam apps para comprar em lojas físicas. Desse total, 17% já pagam com QR Codes. Ou seja, o que antes era visto como tendência passa a se tornar realidade, à medida em que os marketplaces incluem serviços financeiros nas jornadas dos clientes, vendedores e outros participantes.

“Trazer serviços específicos para cada necessidade aumenta a fidelização dos consumidores”, opina Daniel Bergman, CEO da MovilePay. Segundo o executivo, que apresentará seu case no Congresso O2OiX, foi dessa forma que alguns apps se popularizaram ao redor do mundo, como é o caso do WeChat, da Tencent, na China. O tema também será destaque em um painel de debates no Congresso, no palco Fintech Innovation Xperience, em 12 de novembro, com as presenças já confirmadas do iFood e PeixePay.

Começou como um aplicativo de mensagens, mas hoje é possível fazer quase tudo por meio dele: conversar com amigos, integrá-lo a outras redes sociais, realizar pagamentos, fazer reservas de viagens, marcar consultas médicas, entre tantos outros benefícios. A exemplo do modelo chinês, é esperado que esse tipo de serviço se popularize cada vez mais no Brasil.

“Os marketplaces representam o novo serviço de massa. Possuem uma base de usuários com crescimento em escala. Visando entregar cada vez mais facilidades aos consumidores numa mesma plataforma, é natural que passem a ofertar serviços financeiros. É um movimento que denomino de ´Fintechrizaçao´ das plataformas”, complementa Marcos Carvalho, diretor de Engajamento da Associação Brasileira Online to Offline (ABO2O).

“Por aqui, estamos trabalhando para habituar a população a essa oferta, como é o caso das carteiras digitais. Ao longo do tempo, porém, esperamos a consolidação de grandes players, e ativos como os da Movile são essenciais para isso”, diz Bergman.

Inovação como estratégia

Para se destacar entre esses novos competidores qualquer player precisará inovar e trazer propósito para a jornada dos clientes de grandes parceiros. “Sendo o Grupo Movile um ecossistema de empresas de tecnologia, ele promove a integração de seus serviços para que todas as marcas possam sempre crescer dentro do ecossistema”, detalha Bergman.

Ele observa que o iFood, por exemplo, já possui os serviços da Movile Pay. Ao integrar esse método de pagamento ao app do iFood, o alcance foi ampliado, por se tratar de uma plataforma que já possui milhares de usuários. Assim, o potencial da Movile Pay de conquistar mercado é muito grande.

Barreiras culturais

“O nosso maior desafio é ensinar as pessoas a utilizarem essa tecnologia de pagamentos, vencer a barreira do desconhecido para perceberem a praticidade desse serviço. Por isso, a presença em locais de alta recorrência de compras – como restaurantes e bancas de jornal – é essencial”, destaca Bergman.

O objetivo a longo prazo do Grupo Movile é ser a maior e-wallet da América Latina, com uma gama de serviços, inclusive financeiros, muito além de pagamentos, empréstimos e terminais POS. Inicialmente, o objetivo é a consolidação no Brasil, expandindo a operação para restaurantes e todas as demais verticais em todo o País. Depois será pensada a internacionalização. 

Segundo Marcos Carvalho, a chegada do Open Banking ao setor, que sempre foi muito regulado e controlado por poucos, incorpora a essência do conceito de Plataforma Marketplace aplicado ao segmento financeiro, e vai intensificar ainda mais esse movimento.

“Acreditamos que essa tecnologia de pagamentos se popularizará de forma muito rápida, por facilitar tanto o dia a dia e ter uma aceitação tão positiva, seja por parte dos lojistas ou dos consumidores”, finaliza Bergman.

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