Internacionalização e os desafios envolvendo a universalização das formas de pagamento

Demorou muito tempo até que o mundo desenvolvesse um sistema sólido para receber pagamentos de moedas estrangeiras em toda a cadeia global. Hoje, os desafios de universalizar isso voltam a se apresentar diante das novas formas de pagamento. Representantes de grandes empresas contam a Esteban Sarubbi, vice-presidente comercial para a América Latina os seus desafios no painel voltado a “Expansão internacional e pagamentos”, da IX Conference 2020.

O painel “Expansão Internacional e pagamentos”, realizado pelo IX Conference 2020, contou com a participação de Ana Paula Leite, head de Pagamentos LATAM da Microsoft.  A multinacional atua em 190 países vendendo os conhecidos pacotes Office e inúmeros outros produtos para pessoas físicas e empresas.

A empresa, que sempre contou com intermediários para vender seus produtos pelo mundo inteiro, decidiu arriscar na venda direta. O desafio é do tamanho da operação, enorme. “Quando resolvemos vender direto vimos que precisava adequar as formas de pagamento, a experiência precisa ser local, precisa ser moeda local e formas específicas de pagamento. Depois de entendido isso, a próxima coisa é compreender que não dá para fazer tudo em 190 países. Tem que escolher com quem trabalhar e em quais regiões você consegue, com um rito, derrubar vários problemas”, avalia.

Cálculo exato do risco

Gustavo Victorica, COO da RecargaPay, destaca que é preciso calcular com máxima precisão o nível de complexidade do salto para além das fronteiras. “A organização precisa saber e se está preparada. Você tem que abrir escritório, conhecer a legislação, pagar imposto, entre outras dificuldades. Precisa ver quais fornecedores eu tenho aqui com os quais eu consigo resolver ao menos parte do problema lá fora. Em alguns casos, o fornecedor que você tem aqui não atende e lá naquela região para a qual você vai não tem o fornecedor para tudo que você precisa. É preciso pensar tudo. Não tem que ter medo, mas tem que ser bem pensado”, alerta.

Cada país, um desafio

Luiz Fernando Ferreira, diretor financeiro da Hotmart, destaca que o produto da Hotmart é facilmente escalável, o que facilitou um pouco a vida da empresa na hora de expandir para o exterior. “Nosso produto permite funcionar em vários países. Em 2015, a gente decidiu ir para fora. Hoje, as operações crescem tanto aqui quanto lá. Começamos pela Espanha, depois fomos para a América Latina, depois, Estados Unidos e hoje temos operação até no Japão. Em todos os países têm desafios, não é porque é o mesmo idioma no México e na Espanha, por exemplo, que a operação funciona igual. Não é só uma questão de tradução, são várias outras questões em cada localidade,” detalha.

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